Pontos Turísticos

IGREJA DO ROSÁRIO DOS PRETOS

A igreja consagrada a Nossa Senhora do Rosário foi iniciativa de uma Irmandade originalmente composta por escravos. É a mais antiga do lugar, embora não se tenha a data precisa de sua fundação. Sabe-se que ficou inconclusa durante muitos anos. Segundo, o historiador areiense Horácio de Almeida, o governo provincial, em 1865 destinou-lhe uma verba de quatro contos de réis para o andamento da obra. Tudo indica que sua conclusão aconteceu em 1886, quando ali se celebrou a primeira festa religiosa. Em 1873, o Pe. Antônio José Borges, autorizado pelo Vigário Odilon Benvindo, instalou a Irmandade existente até os tempos de hoje. Em 1952 a Irmandade do Rosário teve as suas atividades paralisadas, tendo sido reiniciada em 1989. Os escravos foram os responsáveis pela mão-de-obra utilizada na construção e na história de Areia. O dia 06 de janeiro (dia de Reis) era muito festejado na Igreja, com celebração de missa solene e chamada das mãos para o pagamento de suas atividades. Assim começaram as comemorações da FESTA DO ROSÁRIO. São mais de 100 anos de tradição na “Vila Real do Brejo de Areia” (Nome da cidade na época da construção da Igreja).

IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Esta igreja tem um valor histórico imensurável tendo acompanhado o crescimento da cidade, desde que era um pequeno núcleo, de povoamento e a igreja uma simples palhoça onde o vigário de Mamanguape celebrava uma vez ao mês. Em 1809 aparece como uma capela coberta de telha. A freguesia foi criada em 1813, mas só em 1834 é que o Padre Francisco de Holanda Chacon, que regeu a paróquia por 52 anos, ergue a Matriz no mesmo local da primitiva capela - prédio grande, sem torre, com corredores, tribunas, coro, consistório e altares em talha dourada. A igreja passou por várias reformas ao longo do tempo e não segue nenhum estilo arquitetônico definido, apresentando características ecléticas. No dia 08 de dezembro acontece em Areia uma grande festa religiosa para celebrar o Dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do município. A semana religiosa é envolta de atividades para os fiéis, com quermesses, procissão, missas e muita devoção.

MUSEU REGIONAL DE AREIA

O Museu Regional de Areia (Mura) tem como missão institucional resgatar, preservar e difundir a memória da região da cidade de Areia, promovendo atividades científicas e culturais com vistas ao desenvolvimento social. O acervo do Museu Regional de Areia (Mura) é composto por peças de diversas categorias, como Arte Sacra, Artes Decorativas, Artes Visuais, Etnologia, Documentos Textuais e Iconográficos, além de uma pequena coleção de Mineralogia, Zoologia e Paleontologia. O Museu foi fundado em 1972, por seu idealizador monsenhor Pe. Ruy Barreira Vieira, grande benfeitor e guardião da cultura do lugar.

CASA PEDRO AMÉRICO

A casa onde nasceu o grande artista plástico, Pedro Américo de Figueiredo, é uma construção simples, conjugada, com uma porta, duas janelas na frente e duas salas. Na primeira, tem um banner do quadro “Batalha do Avaí". Há também um retrato de Pedro Américo, pintado por seu irmão Aurélio de Figueiredo. Expostos numa vitrine, objetos de uso pessoal: alguns pincéis, um velho esquadro. Também uma palmatória que pertenceu à sua mãe, um álbum de caricaturas, fotos da família e os livros escritos por ele na Europa - "Holocausto", em 1882, "O Foragido", em 1899, "Na Cidade Eterna", em 1901, além de um crucifixo e um vidro contendo uma página de jornal, retirados de seu caixão mortuário. Na segunda sala, tem o quadro original "Cristo Morto", de inestimável valor, um dos seus últimos trabalhos, pintado em 1901, juntamente com alguns esboços autênticos.

MAUSOLEU DE PEDRO AMÉRICO

No cemitério São Miguel, em lugar de destaque, está o mausoléu onde repousam para sempre, os despojos do seu ilustre filho, repatriados da Itália durante as comemorações de seu centenário. Monumento talhado em estilo moderno, singelo, com uma placa em alvenaria onde estão inscritos de um lado, as datas do do seu nascimento - 29/04/1843, e a do seu centenário - 29/04/1943, com os dizeres - "Pedro Américo Potente Engenheiro da Pintura" e "Passagem do Primeiro Centenário do Seu Nascimento". Na outra extremidade sua efígie em relevo. Salientando-se do toda uma espécie de obelisco e uma palheta com pincéis.

MATA DO PAU FERRO

O Parque Estadual Mata do Pau Ferro é o destino garantido para quem gosta de natureza e aventura. Criado em 2005, o local é formado por um fragmento de 600 hectares, representado por um tipo específico de Mata Atlântica: a floresta dos brejos de altitude. O Parque, além de prestar importante serviço ambiental, ao preservar as nascentes de rios afluentes da bacia do rio Mamanguape – fonte de abastecimento de água para as atividades agropecuárias existentes em seu percurso – e a barragem Vaca Brava, que abastece parte da região do brejo paraibano, é também cenário de trilhas e piqueniques, com locais de visitação para o conhecimento da cultura local, como o artesanato produzido com a palha de bananeiras. As trilhas mais famosas são as do Cumbe, o percurso para a barragem de Vaca Brava, a trilha Boa Vista e a Trilha das Flores.

HOTEL FAZENDA TRIUNFO

Criado para atender a demanda da histórica cidade de Areia, o Hotel Fazenda Triunfo traz a junção do melhor na gastronomia, conforto, e diversão. Tudo isso ligado ao maravilhoso clima da cidade de Areia. Visite-nos e tenha ótimas recordações. O Hotel Fazenda Triunfo possui toda a infraestrutura para receber você em sua viagem de lazer ou negócios e também para sediar seu evento. O Hotel Fazenda Triunfo dispõe de 30 confortáveis apartamentos padronizados. 

ENGENHO TRIUNFO

A cachaça triunfo é uma das mais tradicionais da Paraíba, sendo produzida na cidade de Areia. A Cachaça Triunfo é produzida pelos empresários Antônio Augusto e Maria Júlia. No ano de 1994, após receber uma herança, o casal decidiu comprar um engenho, sonho antigo de Antônio Augusto. Mas as dificuldades eram muitas. Com a falta de dinheiro para adquirir máquinas próprias para a confecção da cachaça, os empresários tiveram que improvisar: \"Não tínhamos dinheiro para comprar máquinas para fazer a cachaça e ele foi inventando. Quem visitava nossa fábrica, se espantava com tanta criatividade\", conta Maria Júlia a seus visitantes. Para termos uma ideia, até secador de cabelo e moedor de carne viraram maquinário para o engenho. Todas essas dificuldades enfrentadas foram válidas e superadas e o engenho Triunfo está aberto para a visita de pessoas interessadas na sua história e no seu processo de produção. O Engenho Triunfo no município de Areia é um exemplo de um empreendimento bem sucedido. Porém, concomitante ao progresso tecnológico, está a Recepção e o bom gosto do seu ajardinamento.

ENGENHO VACA BRAVA

Areia abriga os primeiros engenhos da Paraíba a contarem com máquinas a vapor.  Inaugurado em 1860, o local é considerado o engenho mais antigo da região e possui 525 hectares. O proprietário, cujo estabelecimento recebe os visitantes de forma profissional e acolhedora, pois possui estrutura voltada para o turista, é capaz de dar um show na hora de contar histórias da época de José Rufino, personagem local que morou em uma casa equipada com uma senzala, e ao descrever, detalhadamente, o processo caseiro de preparação da sua cachaça. A cachaça Matuta produzida no Engenho Vaca Brava, um estabelecimento de 1860, é armazenada em barris de umburana com capacidade de 25 mil litros ou de jequitibá, cujo armazenamento é de mais de 30 mil litros. 

COLÉGIO ESTADUAL DE AREIA

Situado à Praça Ministro José Américo de Almeida. É nesta mesma praça que encontramos o Colégio Estadual Ministro José Américo de Almeida – homenagem ao escritor de A Bagaceira, político que governou a Paraíba por três vezes e foi ministro no governo de Getúlio Vargas – antiga Cadeia Pública, Paço Municipal e Grupo Escolar “Álvaro Machado” (1928) sucedido pelo Ginásio “Coelho Lisboa” e hoje Colégio Estadual “Ministro José Américo de Almeida”. É uma construção de rara beleza.

MUSEU DA RAPADURA

O Museu da Rapadura tem como principal Missão Institucional preservar a história do homem do campo do brejo paraibano, com ênfase na cultura da cana-de-açúcar. Presente desde os primórdios da colonização, a casa-grande foi elemento organizador da sociedade, núcleo de dominação social, econômica e política, apoiado nas relações de trabalho escravista e semifeudais. Funcionou como engenho de cachaça e rapadura, fundamentando-se na estrutura latifundiária e na monocultura de cana-de-açúcar. Está localizado no Campus II - UFPB - Centro de Ciências Agrárias.

CASA DO DOCE

Um lugar simples feito para conquistar quem a visita. Construída com varas e com cobertura de palhas que vende doces e geleias. A ornamentação é encantadora. Os detalhes expressam um trabalho feito com dedicação e afeto. São mais de setenta tipos de doces oferecidos aos turistas feitos pelas mãos carinhosas da senhora Ester Vilar.

TEATRO MINERVA

O Teatro Minerva, o mais antigo da Paraíba foi inaugurado em 1859, quando a capital da província não contava ainda com uma casa de espetáculos. A iniciativa de sua construção se deveu a um grupo de idealistas, a cuja frente se colocaram Joaquim da Silva e José Evaristo da Cruz Gouveia, dois intelectuais de marcante atuação no cenário sócio - cultural da segunda metade do século XIX. Além de sua função artística e recreativa, o Teatro Minerva se constitui um exemplo vivo de quanto pode a iniciativa privada. Na realidade, fundaram, os seus idealizadores, em 1857, uma associação civil, da qual participavam sessenta sócios, contribuindo cada um com cinco mil réis mensais. Essa agremiação, que se intitulou “Recreio Dramático”, não visava unicamente a fundação do teatro, mas também aglutinava artistas amadores para promover representações teatrais, que eram realmente as diversões de maior prestígio na época, quando o cinema não fizera ainda a sua aparição. O “Recreio Dramático”, como se chamava então o nosso Teatro, gozou de grande influência chegando mesmo a atrair as companhias de opereta, que se exibiam nos principais centros urbanos do País. O historiador Horácio de Almeida, registrando o fato, anota “dramalhões celebres” no repertório da época como Inês de Castro, Milagres de Santo Antônio, Pedro Cem, Anjo da Meia Noite, A Morgadia, capazes de arrancar soluços e aplausos da plateia, levados à cena pela gente de casa. No começo deste século, da Administração Municipal do Dr. Otacílio de Albuquerque recebeu o Teatro o acabamento de que carecia: iluminação a acetileno, mobiliário, varanda e jardim lateral. Colocou-se nessa ocasião, no frontispício do prédio, uma estatueta da Deusa Minerva, do que lhe resultou a mudança do nome para Teatro Minerva.

A FIDELIDADE ou CASA DAS 11 PORTAS

A Fidelidade foi uma das maiores casas comerciais de Areia – PB – Brasil, no século XIX (19). Entre outros proprietários pertenceu a Francisco Antônio Casullo e depois ao Coronel Antônio Pereira dos Anjos, que em 1921 tornou-se Coronel da Guarda Nacional, título adquirido pelo poder financeiro. A casa comercial era de tecidos, farmácia, livraria e outros gêneros. A importância da Fidelidade em parte era por ser encimada por uma “Águia” com um majestoso pedestal. A casa tinha onze portas com bandeiras de ferro trabalhadas. Ao lado do pedestal da Águia, um largo friso feito com as chamadas “canelas de moça” enfeitava toda a extensão da casa. No século XX a parte da Águia foi destruída. Então a Fidelidade foi dividida em pequenas lojas. Em 2007, o Sr. Antônio Maia de Oliveira (Tontonho) sendo dono de uma casa de móveis e da maior parte do prédio reconstruiu com “fidelidade” a Águia e seu pedestal baseado em fotos antigas. O Sr. José Henrique B. de Albuquerque presenteou o Sr. Antônio Maia com a réplica da Águia, obra de um artista de Bayeux – PB – Brasil.